Mirtáceas  Bonsai: dentre as nativas, é a que se destaca mais, quer pela beleza de suas folhas ou a opulência de seus frutos, um atrativo sempre em destaque em qualquer viveiro ou exposição de bonsai. As plantas abaixo pertencem aos bonsaistas Glauco Felix e Francisco Lustosa,  destacando a excelência do trabalho artístico e técnico deles com essa espécie:

A Primavera é uma das estações do ano mais esperada pelos bonsaistas. Nela, nossos bonsai se mostram em todo o seu esplendor: folhas novas, flores e frutos que regalam os olhos e são o motivo de orgulho pelo resultado de um bom trabalho levado a termo pelo bonsaista. Nas páginas abaixo, nada melhor para exemplificar isso que a planta símbolo dessa estação, aqui em Brasília: a Bouganvillea, conhecida por primavera.

O bonsaista Francisco Lustosa, que aparece acima, ao lado de uma de suas magnificas primaveras, é o nosso grande referencial quando se trata de formar um bonsai dessa espécie. Nas fotos abaixo, uma pequena mostra do seu talento ímpar na formação estrutural, relevando a intricada ramificação dos galhos de duas de suas lindas primaveras:

Tanto ou mais importante quanto ver as lindas braqueas coloridas da Bouganvillea, na estação da Primavera, é poder apreciar em detalhes a estrutura aerea bem ramificada, planejada e executada com maestria artística pelo Francisco Lustosa, que irá dar sustentação visual ao esplendor e beleza dessa espécie quando florida. A planta acima, inclusive, recebeu a maior votação do público presente a uma exposição em 2007, no Pier 21, um shopping aqui de Brasília. Merecidamente, como se pode ver.

Visitando Atibaia/SP:

Recentemente o bonsaista Wagner Arnaut esteve em Atibaia/SP, onde aproveitou para conhecer os viveiros de Regina Suzuki e Osamu Hidaka, além de dar um “pulinho” no atelier do mestre Shugo Izumi, ceramista de reconhecido talento e simpático anfitrião, que insistiu que Walter experimentasse a roda mágica onde confecciona seus valiosos vasos de bonsai. Abaixo, algumas das imagens registradas pelo Wagner em seu inesquecível passeio, uma verdadeira aventura:

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Após ser fotografado ao lado de um magnifico pinheiro negro (kuromatsu), no viveiro de Regina, Wagner partiu para conhecer o viveiro do mestre Hidaka, localizado no bairro do tanque, em Atibaia. Chegando lá, surpreendeu o mestre trabalhando em suas plantinhas. Sempre solicito, humilde e atencioso, após mostrar-lhe todo o viveiro mestre Hidaka posou para fotos, primeiro ao lado de um espetacular Kuromatsu, depois ao lado do nosso amigo Wagner. Vejam as imagens:
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Para finalizar o passeio com "chave de ouro", Wagner aproveitou para ir até o Atelier de Ceramica do mestre Shugo Izumi, que reside em local bem próximo da chacara do mestre Hidaka. Ceramista meticuloso, um grande artista, Izumi sensei sempre solícito e atencioso para com suas visitas, recebeu Wagner de braços e sorriso abertos, mostrando-lhe com minucias seu atelier, apresentando seu trabalho excepcional e após orientar Wagner, gentilmente cedeu a ele seu torno de trabalho, para que Wagner pudesse experimentar o barro pela primeira vez, tentando moldá-lo sob o olhar atento e divertido do mestre ceramista. Eis o registro dessa aventura:
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Pelo sorriso do Wagner, podemos ver que seu passeio foi tudo de bom. Além de conhecer o trabalho de bonsaistas consagrados como a Regina e Hidaka, completou o "tour" pondo a mão, literalmente, na massa. Claro que ele ainda aproveitou para comprar algumas "lembrancinhas", como plantas e vasos, afinal bonsaista que se preza não perde uma oportunidade dessas. Valeu Wagner, obrigado por compartilhar conosco.

Francisco Lustosa apresenta seus trabalhos com a Caliandra spinosa:

O bonsaista Lustosa há muito vem adquirindo algumas peças brutas de Caliandra, da variedade spinosa. Após uma boa recuperação das plantas, com o reinício do ciclo vegetativo, com forte emissão de brotações, preenchendo espaços antes vazios com galhos bem longos e uma ótima densidade foliar, o bonsaista inicia então a estilização das plantas, sempre buscando um trabalho que preserve o aspecto natural da planta, cuidando porém de extrair delas o máximo em termos de projeção e liberdade de criação artistica, particularmente no tocante a expor a linda madeira dessa espécie de qualidade, realizando shari e jin em profusão, sem no entanto esquecer de apresentar, tambem, a excepcionalidade da casca, que com sua tonalidade e matizes claro/escuro, possibilita um resultado sem dúvida nenhuma superior a outras variedades de Caliandra.

Com o trabalho de shari e jin, ou seja, no uso de técnicas aprimoradas naquilo que denominamos "madeira morta", o bonsaista busca tambem a harmonia visual, proporcionando uma estruturação bem definida, através do uso de arames, para estabilizar galhos e ramas, harmonizando o conjunto e realizando uma finalização plus ultra, com o uso de vasos que realçam ainda mais a beleza final de seus trabalhos com a espécie. Abaixo, uma pequena mostra de algumas plantas devidamente trabalhadas, bem com o de outras, ainda por trabalhar:

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